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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Carência por chocolate


Depois da altura festiva que passámos, a Páscoa, os chocolates ainda andam perdidos lá por casa.

Afinal, não cair na tentação é muito difícil para quem adora chocolates e resistir aos infindáveis "restos"parece ser um desafio.

Desafios não faltam diariamente nas nossas vidas, esse será apenas mais um. Por isso, se você se considera uma 'chocólatra' de primeira e já está ansiosa para comer chocolate e quando começa não pára mais, é preciso ter alguns cuidados. Não é preciso abster-se totalmente do tão sonhado chocolate, nem enganar-se dizendo que não está nem um bocadinho com vontade e depois ir comer escondida no quarto ou até na casa de banho, ou ainda, ignorar tudo que tem feito e devorar um ovo inteiro só porque é light. Nada disso é correto.


O desejo por doces, principalmente chocolates, é causado pela estimulação a produção de serotonina, substância do cérebro ligada à sensação de prazer.

É importante analisar a compulsão por chocolates e identificar o que está por trás dessa necessidade.


Você consegue identificar as situações que a levam a consumir chocolate?

O que acontece antes de comer?

Se comer irá conseguir o que deseja?

O que mais lhe dá prazer além de doces?

Como está sua vida afectiva?


As respostas a essas questões podem auxilia-la a identificar a sua falta de controle por doces. Em geral, a carência afectiva intensifica o desejo pelo consumo de açúcar. Principalmente nessa época em que os desejos se intensificam e sobrepõem-se às reais necessidades. É preciso ficar atenta para não cair nas tentações.


- Lembre-se do seu objectivo
Lembrar-se do peso pretendido no momento da tentação, que a fará associar o acto de comer com o de se pesar.

Quando estiver tentada a comer mais do que indicado, pergunte a si mesma: “Se eu comer mais irei atingir meu objectivo?” Se a resposta for não, diga a si mesma em voz alta: “Eu não me vou desviar do meu objectivo agora. Ele é muito importante para mim.” Também pode fazer a seguinte pergunta: “Prefiro comer isso ou atingir o peso que desejo?” Pois com certeza se consumir muito chocolate irá deixar de eliminar alguns quilinhos ou poderá aumentá-los, o que fará com que se sinta muito culpada.


- Nada de desculpas
Não caia na tentação de comer só mais um pouco porque é Páscoa. Essa é uma desculpa que depois de passar, irá trazer muita culpa e em consequência, auto punição. Também não se deixe envolver pelo o que os outros estarão a comer, principalmente as crianças. Essa é outra desculpa muito comum, acreditar que precisa comer para fazer companhia os filhos, sobrinhos, afilhados, netos. Nada disso! Lembre-se que quem quer eliminar alguns quilos é você e não eles. Procure não depender de alguém para dar continuidade aos seus novos hábitos e alcançar seus objectivos.


- Só depende de si
A não ser que alguém a alimente à força,as suas mãos são o que usa para levar qualquer alimento à boca. Portanto, mesmo que o seu filho ou o seu marido lhe dê um quadrado de chocolate com todo o carinho, resista e não ceda em comer só mais um bocadinho, pois de pedaço em pedaço, acabará por devorar um ovo inteiro, e dos grandes!


- Identifique os seus sentimentos
Se estiver com vontade de comer porque está carente, se sente sozinha e abandonada, procure outras formas de compensação. Procure identificar e exteriorizar os seus sentimentos em vez de comer, isso a acalmará e gratificará as suas necessidades sem prejudicá-la. O facto de identificar os sentimentos que estão a dar origem à sua vontade e expressá-los, permite que você compreenda que, na verdade, está a querer atenção e não comida.


Lembre-se sempre que comida ou chocolate, não é amor!
Se continuar a utilizar a comida como substituto de amor, as suas reais necessidades nunca serão supridas; além do que, ficará com a sensação de vazio da mesma forma, somada à culpa por não ter tido controle. Para conseguir amor, comece a desenvolver o amor por si mesma e também procure pessoas que se preocupam e gostem de si. E acredite, o amor-próprio continua a ser o melhor alimento!
Por isso, antes de gostar de chocolate, espero que goste mais de si!

quinta-feira, 5 de março de 2009

A famosa charlatanice dos abdominais


Um dos falsos mitos, ouvidos em todo o mundo do fitness, é aquele que diz:




"se uma pessoa faz abdominais fica sem barriga, e além disso, pode conseguir a famosa tablete de chocolate (abdominais marcados)."




Vamos por partes, se uma pessoa tem um abdómen sem gordura, e fizer abdominais durante um certo tempo, isso poderia ser verdade.

Mas o que acontece quando se tem uma capa de gordura sobre os músculos abdominais?


Muitas pessoas que têm este problema, pensam que ao fazer abdominais, queimam a gordura que está sobre o músculo, ficando com um ventre liso como todas nós gostamos....


Nada mais falso!


Quando uma pessoa tem gordura sobre os músculos abdominais, não importa quantos abdominais faça, o músculo ficará mais rijo mas a gordura continuará ali.

Lamentavelmente a capa de gordura impedirá de se poder observar o quando os seu abdominais se estão a tornar rijos. Esta gordura não desaparece com abdominais JAMAIS, meta isso na sua cabeça.


Se quer que a gordura dessa zona do corpo desapareça, terá de trabalhar de outra forma.


O nosso corpo armazena gordura para a chamada "Época das vacas magras". Homens e mulheres armazenam gordura em zonas diferentes do corpo. Já sabe onde a armazenamos nós.

O problema é que para queimar essa gordura, tem de se fazer um treino aeróbico (nada haver com aeróbica, não confunda), onde comece a metabolizar (queimar) essa gordura que tem armazenada.

Agora bem, o corpo quando queima essa gordura, queima-a proporcionalmente por todo o corpo, por isso verificamos logo resultados visíveis nos braços (pois têm geralmente menos gordura), e só mais tarde o verificamos na zona abdominal e coxas (zonas normalmente com mais gordura.


Então como se queima a gordura nessas zonas?


No nosso sistema, se quer resultados, deve seguir o conselho descrito num dos cartazes afixado:


"Se quer resultados CURVES, 80% do seu esforço na máquina, 20% na estação de recuperação."


Tem que trabalhar com mais intensidade (mais velocidade) nas máquinas, quando está no circuito. Se fizer isto por todo o circuito curves, respeitando a contagem cardiovascular, terá no final, queimado muito mais gordura, que se estivesse esforçado mais nas estações de recuperação, que é o que elas próprias o são - ESTAÇÕES DE RECUPERAÇÃO.


Este é o melhor caminho, com melhores resultados, até ter um ventre mais liso.

Se este é o seu problema, isto sim dará resultados.


Experimente e bons treinos...


terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Chocolate


Diversos estudos têm demonstrado os benefícios cardioprotectores do chocolate negro, mas há pouca noção de quanto chocolate se pode comer para se usufruir dessa protecção cardiovascular.


Na última edição da revista The Journal of Nutrition vem publicado mais um trabalho, realizado em Itália, que confirma a acção antiinflamatória que é atribuída aos flavonóides presentes no chocolate negro. De acordo com os investigadores, a quantidade ideal de chocolate negro para prevenir a inflamação associada à doença cardiovascular é de cerca de 7 gramas, que correspondem a um quadrado por dia (ou 20 gramas de três em três dias).


Os investigadores avaliaram a associação entre o consumo de chocolate negro e os níveis plasmáticos de proteína C reactiva (PCR), um marcador inflamatório, e verificaram que os níveis de PCR eram significativamente mais baixos nos indivíduos que consumiam cerca de 20 gramas de chocolate negro a cada três dias, quando comparados com os que não comiam nenhum ou com os que comiam uma quantidade maior.


Não é demais lembrar que o chocolate negro, como qualquer chocolate, é rico em gordura, açúcar e calorias, ou seja, engorda! Se não consegue ficar só por um quadradinho, o melhor é optar por outros alimentos com flavonóides como as uvas pretas e o chá verde.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A moda dos alimentos enriquecidos

A rápida evolução que as ciências da alimentação e nutrição têm vindo a sofrer nas últimas décadas veio modificar os hábitos de comer, que passaram a estar estreitamente ligados à prevenção e cura de doenças.
Os investigadores identificaram vários compostos bioactivos (nomedamente, compostos de origem vegetal, designados por fitoquímicos) com efeitos na saúde, que têm sido aproveitados pela indústria alimentar para aumentar a venda dos seus produtos. Por outro lado, cada vez mais gente se preocupa com o que ingere de modo a prevenir enfartes, tromboses e cancros, entre outras terríveis patologias, acrescentando assim anos à sua vida.

Com o objectivo da nutriprevenção e nutriterapêutica, há hoje leite enriquecido com ómega-3, cálcio, vitamina D, isoflavonas de soja, margarinas com fitosteróis, água com fibras, iogurtes para baixar o colesterol, ovos com ómega-3 que são adicionados na ração dos aviários, etc.
Enfim é tal o número de produtos que proliferam nas prateleiras dos supermercados que temos de perder algum tempo à procura de um litro de leite de vaca que pastou na Natureza, uma dúzia de ovos postos por galinhas “normais” ou um um pacote das velhas bolachas “Maria”.

A questão é: haverá realmente alguma vantagem em consumir alimentos enriquecidos?
De facto, nenhum destes produtos consegue substituir os alimentos próprios da época, frescos ou bem conservados, e variados todos os dias.
Os alimentos tal como nos chegam da Natureza podem fornecer todos os nutrientes que necessitamos. O leite, por exemplo, sempre conteve cálcio em quantidade suficiente para satisfazer as nossas necessidades diárias. Só em situações muito especiais poderá haver vantagem num complemento deste mineral. Uma coisa é certa: se o cálcio for a mais, o organismo terá de o excretar, caso contrário, a sua lenta deposição por todo corpo, faria com que virássemos estátuas. Felizmente os rins trabalham para eliminar o cálcio excedentário, mas existe, nesse caso, a possibilidade de formação de cálculos.

Para baixar o colesterol, enriquecem-se os alimentos com fitosteróis, moléculas de origem vegetal que têm de facto uma acção benéfica, embora muito pequena, na redução de uma baixíssima percentagem de colesterol. Não se sabe, no entanto, qual a sua acção e comportamento ao adicioná-los aos iogurtes e à margarina.

A quantidade de ácidos gordos ómega-3 adicionada ao leite ou às bolachas, para prevenção cardiovascular, fica muito aquém do que é necessário e falta provar se têm o mesmo efeito dos que são ingeridos quando se come peixe gordo (sardinha, salmão, atum, cavala, etc.), o “ambiente” natural dos ácidos gordos ómega-3.

Os produtos enriquecidos podem ser uma alternativa pontual, desde que haja uma orientação da dieta alimentar por um profissional, mas é sempre melhor fixar as nossas escolhas nos alimentos frescos, simples e variados.
A absorção dos nutrientes deve ser feita através dos alimentos onde existem naturalmente, devendo ser máximo o cuidado com os excessos.
É útil fazer nutriprevenção e nutriterapêutica, mas de uma forma orientada e com base em alimentos da época. Acima de tudo, não devemos permitir que a propaganda da indústria alimentar nos faça optar por alimentos enriquecidos de vantagens discutíveis mas com preço indiscutivelmente mais elevado.

http://comerbemateaos100.blogspot.com/2007_12_01_archive.html