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terça-feira, 23 de junho de 2009

Café e Saúde


Tomar café todos os dias pode ser um bom meio de prevenir algumas doenças neurodegenerativas. A cafeína, um dos principais componentes do café, é a substância farmacológica psicoactiva mais consumida do mundo. Esta acção psicoactiva estimuladora do sistema nervoso central de que resultam estádios de alerta e excitação é muito útil para realizar trabalhos que requerem rapidez, atenção e memória. É com base na premissa de que o café aumenta a memória que decorrem em todo o mundo investigações sobre o impacto do seu consumo regular na perda de memória associada à doença de Alzheimer ou à demência em pessoas idosas. No caso da doença de Parkinson, também uma doença neurodegenerativa, já está provado que existe uma relação inversa entre o consumo de cafeína e a incidência da patologia.

Apesar das características profilácticas do café, este não deve ser consumido por pessoas hiperactivas, com problemas cardíacos ou de sono, para que não sintam excitabilidade para além da desejada.





A título de curiosidade saiba quais são os teores médios de cafeína no café que se vende em Portugal. A avaliação foi efectuada no Laboratório de Bromatologia da Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto em 2008.



Teor médio de cafeína (mg)

Café curto 62

Café normal 72

Café cheio 88

terça-feira, 26 de maio de 2009

Há sal e sal...


O sal é um componente essencial na alimentação humana utilizado desde tempos imemoriais que nos transportam para o início da Idade do Ferro. Depois da água, o sal é o composto mais abundante à superfície da Terra.

O comércio do sal teve sempre grande importância económica, sendo causa de conflitos políticos e de guerras. Usado como objecto de troca, o nome sal (do latim sal, salis) deu origem ao termo salário, por ser utilizado para remuneração dos legionários romanos. Da passagem dos Gregos pela Península Ibérica (anterior aos romanos) ficaram os vocábulos hals, halos, donde veio o nome dado ao cloreto de sódio encontrado em depósitos naturais – halite (sal-gema).

Os termos sal e sódio são usados incorrectamente, como sinónimos. O sal é o cloreto de sódio (40% de sódio e 60% de cloro). O sódio é um nutriente essencial à vida e todas as células precisam dele para funcionarem adequadamente, desde que respeitados os limites próprios. O cloro é essencial a uma boa saúde, sendo parte indispensável no desempenho de funções vitais.

A ingestão excessiva de sal pode fazer subir a tensão arterial, aumentando os riscos de acidente vascular cerebral e doença cardíaca, provocar cancro de estômago, insuficiência renal, enxaqueca e outras cefaleias, inchaços, pernas entumescidas e turgescência de veias e capilares, além de que promove perdas de cálcio, agravando a osteoporose.

A questão que se coloca é: Quanto sal?
As necessidades de sódio variam com a idade, com o esforço e perdas através da transpiração, mas a quantidade mínima estimada para um adulto, segundo a National Academy of Sciences, é de cerca de 1,5 mg a que correspondem aproximadamente 4 g de sal por dia.

Mas há sal e sal… O simples cloreto de sódio, não se compara nem em qualidade nem em sabor, ao sal marinho tradicional extraído das salinas artesanais. Na sua constituição entram em valores médios aproximados, 77,7% de cloreto de sódio, 10,9% de cloreto de magnésio, 4,7% de sulfato de magnésio, 3,5% de sulfato de cálcio e 3,2% de diversos outros sais: sulfato de potássio, cloreto de potássio, carbonato de cálcio, brometo de magnésio, iodeto de potássio. O sal marinho tradicional é naturalmente húmido, e isto deve-se à presença do magnésio.

O sal processado industrialmente perde características interessantes, do ponto de vista nutricional, durante o processo de lavagem a que é sujeito. São eliminados componentes nomeadamente o plâncton, o krill (pequeno camarão invisível) e restos de esqueletos de pequenos animais marinhos, óptimas fontes de cálcio natural, iodo, magnésio, zinco, cobre, molibdénio… O sal refinado, porque lavado, é empobrecido e, posteriormente, “enriquecido” com aditivos químicos de compensação, em quantidades não fisiológicas, prejudiciais.

A Nutrição é importante para uma boa saúde. Uma alimentação saudável exige sal marinho artesanal, o mais velho aditivo do mundo que se conhece!


http://comerbemateaos100.blogspot.com/search/label/sal

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Carência por chocolate


Depois da altura festiva que passámos, a Páscoa, os chocolates ainda andam perdidos lá por casa.

Afinal, não cair na tentação é muito difícil para quem adora chocolates e resistir aos infindáveis "restos"parece ser um desafio.

Desafios não faltam diariamente nas nossas vidas, esse será apenas mais um. Por isso, se você se considera uma 'chocólatra' de primeira e já está ansiosa para comer chocolate e quando começa não pára mais, é preciso ter alguns cuidados. Não é preciso abster-se totalmente do tão sonhado chocolate, nem enganar-se dizendo que não está nem um bocadinho com vontade e depois ir comer escondida no quarto ou até na casa de banho, ou ainda, ignorar tudo que tem feito e devorar um ovo inteiro só porque é light. Nada disso é correto.


O desejo por doces, principalmente chocolates, é causado pela estimulação a produção de serotonina, substância do cérebro ligada à sensação de prazer.

É importante analisar a compulsão por chocolates e identificar o que está por trás dessa necessidade.


Você consegue identificar as situações que a levam a consumir chocolate?

O que acontece antes de comer?

Se comer irá conseguir o que deseja?

O que mais lhe dá prazer além de doces?

Como está sua vida afectiva?


As respostas a essas questões podem auxilia-la a identificar a sua falta de controle por doces. Em geral, a carência afectiva intensifica o desejo pelo consumo de açúcar. Principalmente nessa época em que os desejos se intensificam e sobrepõem-se às reais necessidades. É preciso ficar atenta para não cair nas tentações.


- Lembre-se do seu objectivo
Lembrar-se do peso pretendido no momento da tentação, que a fará associar o acto de comer com o de se pesar.

Quando estiver tentada a comer mais do que indicado, pergunte a si mesma: “Se eu comer mais irei atingir meu objectivo?” Se a resposta for não, diga a si mesma em voz alta: “Eu não me vou desviar do meu objectivo agora. Ele é muito importante para mim.” Também pode fazer a seguinte pergunta: “Prefiro comer isso ou atingir o peso que desejo?” Pois com certeza se consumir muito chocolate irá deixar de eliminar alguns quilinhos ou poderá aumentá-los, o que fará com que se sinta muito culpada.


- Nada de desculpas
Não caia na tentação de comer só mais um pouco porque é Páscoa. Essa é uma desculpa que depois de passar, irá trazer muita culpa e em consequência, auto punição. Também não se deixe envolver pelo o que os outros estarão a comer, principalmente as crianças. Essa é outra desculpa muito comum, acreditar que precisa comer para fazer companhia os filhos, sobrinhos, afilhados, netos. Nada disso! Lembre-se que quem quer eliminar alguns quilos é você e não eles. Procure não depender de alguém para dar continuidade aos seus novos hábitos e alcançar seus objectivos.


- Só depende de si
A não ser que alguém a alimente à força,as suas mãos são o que usa para levar qualquer alimento à boca. Portanto, mesmo que o seu filho ou o seu marido lhe dê um quadrado de chocolate com todo o carinho, resista e não ceda em comer só mais um bocadinho, pois de pedaço em pedaço, acabará por devorar um ovo inteiro, e dos grandes!


- Identifique os seus sentimentos
Se estiver com vontade de comer porque está carente, se sente sozinha e abandonada, procure outras formas de compensação. Procure identificar e exteriorizar os seus sentimentos em vez de comer, isso a acalmará e gratificará as suas necessidades sem prejudicá-la. O facto de identificar os sentimentos que estão a dar origem à sua vontade e expressá-los, permite que você compreenda que, na verdade, está a querer atenção e não comida.


Lembre-se sempre que comida ou chocolate, não é amor!
Se continuar a utilizar a comida como substituto de amor, as suas reais necessidades nunca serão supridas; além do que, ficará com a sensação de vazio da mesma forma, somada à culpa por não ter tido controle. Para conseguir amor, comece a desenvolver o amor por si mesma e também procure pessoas que se preocupam e gostem de si. E acredite, o amor-próprio continua a ser o melhor alimento!
Por isso, antes de gostar de chocolate, espero que goste mais de si!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Omega 3 contra a depressão


Investigadores franceses demonstraram que um regime rico em ómega-3, como o dos esquimós, aumenta a longo prazo a produção dos neurotransmissores da energia e da boa disposição no cérebro emocional evitando a depressão.

A explicação parece simples: o cérebro, como todos os outros órgãos, renova os seus constituintes em permanência e podemos dizer que o que comemos hoje vai fazer parte das células de amanhã.
Os ácidos gordos, são constituintes de base das membranas celulares das células nervosas(invólucro através do qual se efectuam comunicações).
Se consumirmos sobretudo gorduras saturadas, aquelas que como a manteiga ou a gordura da carne, são sólidas à temperatura ambiente, a sua rigidez reflecte-se nas células cerebrais. Se, pelo contrário, ingerirmos sobretudo gorduras polinsaturadas, que são líquidas à temperatura ambiente, os invólucros das células do cérebro são mais fluidos, mais flexíveis, e a comunicação entre elas faz-se de forma mais estável. Daí que tenha interesse o consumo regular de peixe gordo – sardinha, salmão, cavala, arenque, atum, truta do mar – por serem fonte de proteína saudável e porque a gordura que as envolve é rica em ácidos gordos essenciais do tipo ómega-3.


Cozinhar com pouca gordura


Uma alimentação rica em gordura é também rica em calorias e, portanto, está totalmente desaprovada como forma de perder peso.


É recomendável usar culinária menos gorda, diminuindo a quantidade de gordura usada na confecção dos alimentos ou usando molhos mais magros para temperar.
Deve-se guardar, para ocasiões especiais, os alimentos fritos tradicionais (batatas fritas, croquetes, rissóis, pastéis, filhoses), panados, folhados ou assados no forno com gordura.


Antes de cozinhar, recomenda-se retirar a pele às aves e gorduras aparentes das carnes; a pele dos peixes também deve ser retirada.


O leite e derivados (iogurte, queijo, requeijão) devem ser substituidos pelas variedades mais magras.
É preferível usar conservas de peixe em molho de tomate ou água em vez do conservado em óleo.

Ao refogar


Faz-se fritar a cebola (usando o dobro da quantidade que se usaria habitualmente) numa mistura de água e gordura (pouca), que se terá sempre de ir acrescentando com mais água. Para dar mais cor, junta-se no início uma colher de chá de polpa de tomate.


A gratinar


Usar queijo magro ralado que se prepara adquirindo queijo magro e deixando-o secar no frigorífico uns dias, antes de ralar.


A temperar saladas


Juntar a uma colher de chá de azeite uma boa quantidade de sumo de limão ou vinagre de vinho e ervas: orégãos, coentros…

Em alternativa, preparar um molho de iogurte:

Variante 1: Bater 2 dl de iogurte magro com o sumo de meio limão e 2 colheres de sopa de ervas picadas (coentros, salsa, cebolinho, etc.).

Temperar com sal e pimenta.

Variante 2: Bater 2 iogurtes magros com 2 colheres de polpa de tomate e 1 colher de sobremesa de vinagre. Juntar 1 dente de alho picado e temperar de sal e pimenta.


Ao assar no forno


Apara-se previamente a carne de todas as gorduras visíveis. Prepara-se uma marinada com que se envolve a carne, durante 24h, no frigorífico, em recipiente fechado.

A marinada pode incluir: alho, cebola, colorau, salsa, louro, vinho branco maduro, tomate, pimenta, rosmaninho ou tomilho (para a carne de porco) ou orégãos (para a carne de vaca). Esfrega-se bem a peça de carne com esta marinada que, depois de retirada, vai a assar em forno previamente aquecido, embrulhada em papel de alumínio ( de modo a que o suco não se perca para a assadeira), em tabuleiro untado com azeite.

Para dar mais cor à carne, pode abrir-se o papel no final da cozedura.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Emagrecimento


Que suplementos alimentares escolher?
Vários estudos científicos demonstram o interesse dos suplementos alimentares...

Como principio é necessário saber que existem 3 formas simples para agir sobre o problema do excesso de peso:
reduzir a ingestão de alimentos, comer menos e diminuir a sensação de fome
alterar o metabolismo dos lípidos e os glicídos
aumentar o gasto energético (a termogénese)
Já é possível demonstrar que muitos activos são eficazes quando bem utilizados: o chá verde, o crómio, as pectinas de maçãs, o guaraná...

O Chá verde: o extracto de chá verde tem efeitos positivos na redução do peso e está cientificamente provado graças a vários mecanismos:
favorece a termogenese (que representa esquematicamente a quantidade de calorias queimadas em repouso) ou seja que o gasto energético do corpo aumenta através da acção combinada da cafeína com um polifenol.
estimula a oxidação das gorduras
inibe in vitro as lípases gástricas e pancréaticas (responsáveis pela hidrólise de 10 a 30% dos trigliceridos) e reduz o processo de emulsificação lipídica
Para além da sua acção de emagrecimento e bem provada, o Chá verde é benéfico para a saúde. Pode oferecer protecção contra vários tipos de cancro, e reduzir os riscos de doenças cardiovasculares.

O Guaraná: as sementes de guaraná devido ao conteúdo em cafeína, favorecem a perda de peso. Com efeito, estudos clínicos demonstraram largamente a sua eficácia sobre a redução de gordura e do peso a curto prazo. O guaraná possui também actividade anti-oxidante, estimulante da memória, hiperglicemiamte e gastroprotectora.

A pectina de maçã: para além da sua acção anticancerígena e antibacteriana, a pectina de maçã, como outras fibras solúveis desempenha um papel importante na prevenção e na redução dos níveis elevados de trigliceridos e de colesterol. Actua também sobre a velocidade do processo digestivo. Quando se associa a pectina de maçã com regimes hipocalóricos consegue-se lutar contra o excesso de peso.

Sabia que?...
o crómio é utilizado como adjuvante na prevenção e no tratamento da diabetes.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

O intestino...


Os intestinos são indiscutivelmente a chave da nossa saúde. Têm um papel de defesa contra a doença e são dotados de um verdadeiro laboratório capaz de transformar e absorver os nutrientes bem como de expulsar as toxinas.


A alimentação moderna é uma catástrofe para o intestino provocando desordens patológicas de difícil solução. A auto intoxicação é também o resultado de uma higiene de vida errada arrastando numerosas desordens perturbações e doenças que vão repercutir-se no conjunto de todo o organismo.


Existem alguns alimentos que podem ajudar na saúde do seu intestino, e não só...


AS FIBRAS


As Fibras são muito importantes para a nossa saúde, mas as mesmas não são absolvidas pela organismo, elas agem como uma escova limpando o intestino, com isso faz com que a regulagem sejam feita de maneira correta, com a limpeza tudo o que o organismo não necessita são eliminados.


Com a limpeza é possível evitar vários tipos de doenças, além da perda de peso, reduz problemas para quem sofre muito com dor de cabeça.

As Fibras também ajudam a prevenir doenças cardiovasculares, diminuição do colesterol no sangue e intestino, prevenção de câncer no intestino grosso.

As Fibras não são digeridas pelas enzimas, não possuem calorias, nos precisamos consumir fibras para melhorar a nossa saúde e com isso uma garantia também para o bem estar, devemos consumir muita água para que as Fibras possam funcionar correctamente.


Pode encontrar fontes de fibras em: Aveia, farinha de aveia, feijões, ervilhas, frutas cítricas, maçãs (com casca), morangos, framboesas, pães integrais, cereais, cenouras, couves...


MAÇÃS


Coma Maçã, faz muito bem para a sua saúde,o seu intestino agradece e outras partes do corpo também.


Uma maçã de 100g é capaz de oferecer os seguintes nutrientes: Fósforo 8mg- Cobre 0,10mg; Ferro 0,23 mg e Baixo Teor de lipídios 0,4g- Celulose 1g-Potássio 135mg- Cálcio 4mg- Hidratos de Carbono(13,8mg- Sódio 2mg- Vitamina A 0,03mg- Vitamina B 0,04mg- Vitamina C 4mg- vitamina B1- vitamina B2- Niacina- Fósforo- Ferro


Vitaminas do complexo B em geral ajudam a regular o sistema nervoso, o crescimento, evitam problemas de pele, do aparelho digestivo e queda dos cabelos.
O fósforo previne a fadiga mental, além de contribuir para a formação de ossos e dentes.
O Ferro é importante na formação do sangue. Além disso, é muito rica em substâncias chamadas Flavóides.
Essas substâncias diminuem a oxidação do colesterol, impedindo que ele se acumule nas artérias.
É rica em quercetina, substância que ajuda a evitar a formação dos coágulos sanguíneos capazes de provocar derrames.
Ajuda no combate de problemas do intestino, gota, obesidade, reumatismo, diabetes, enfermidades da pele e do sistema nervoso.
A casca seca da maçã é preparada como chá que purifica o sangue e age como diurético.


- melhora a respiração, melhora a função dos pulmões, é um antioxidante natural para a pele retardando o envelhecimento, tem uma importante função na prevenção contra o cancro devido a acção dos fito nutrientes da maçã, que preservam as células.


Coma a maçã com casca, assim terá um melhor aproveitamento das vitaminas e sais minerais.

terça-feira, 31 de março de 2009

Truques para emagrecer


Após o grande sono invernal, o verão começa a chegar em toda a sua plenitude e beleza, e começamos a libertar-nos da pesada “armadura” do vestuário invernal. Com o verão chegam também todas as modificações biológicas: o desejo de desenferrujar os músculos e articulações apodera-se de nós. Há como que uma tomada de consciência de todo o nosso corpo agora despojado do peso da longa hibernação.

Emagrecer / Emagrecer / Emagrecer / torna-se uma preocupação constante de todos os homens e mulheres, para alguns até mesmo uma obsessão. E então os regimes mais estranhos, mais sofisticados, ditos infalíveis, quase miraculosos, passam a circular de boca em boca.

A obesidade é uma verdadeira doença psicológica e, em muitos casos, física. Por vezes, ela é também a origem de doenças graves: diabetes, arteriosclerose, nível excessivo de colesterol, etc.

Mais vale, portanto, ser prudente e não deixar os quilos acumularem-se. Não se deve esperar pelo verão e fazer então um regime draconiano. Devemos antes habituarmo-nos a seguir um regime quotidiano que nos conserve em saúde e nos ajude a manter um peso de acordo com o nosso tipo físico e idade. Se não, seremos obrigados a fazer sacrifícios penosos quando chega o verão, se não quisermos ter vergonha do corpo que teremos que mostrar durante as férias.

Pensemos como se todo o ano fossem férias para o nosso corpo.

Não o sobrecarreguemos com uma alimentação demasiado pesada e uma vida sedentária. Não sejamos apenas “atletas de fim de semana”, para não termos que fazer exageros para perder quilos rapidamente (o que também não é aconselhável para a saúde), antes de nos pormos em biquini.

As férias estão connosco! Que elas sirvam para nos encontrarmos a nós mesmos e para que possamos encarar o futuro com alegria, saúde e bem-estar.

O pão...


A propósito do aumento do preço dos bens alimentares em todo o mundo, transcrevo a crónica do jornalista Ferreira Fernandes, publicada no Diário de Notícias de 27 de Abril, intitulada "O pão, o biocombustível das revoltas". Trata-se de uma antevisão das consequências graves que esta crise alimentar mundial pode tomar, baseada na história."Maria Antonieta nunca disse: "O povo não tem pão? Que coma brioches!"


Em Confissões, livro escrito em 1766, Jean Jacques Rousseau atribui a frase a uma "grande princesa" e nessa data Maria Antonieta tinha 10 anos e vivia em Viena. Mas interessa-me a frase porque o estômago vazio é que dá horas às revoluções, não a falta de liberdade.


O povo de Paris foi cercar o palácio Trianon, protestando pelo preço do pão, primeiro, e só mais tarde é que decidiu libertar os presos da Bastilha.Lembro-o pelas revoltas que vão por todo o mundo, do México à Malásia, por causa da escassez de comida.


Segundo o Banco Mundial, o preço dos bens alimentares subiu 83% nos últimos três anos. Para explicar o drama global, nada como a língua global: em inglês, esfomeado (hungry) e revoltado (angry) são palavras próximas na escrita e pronunciam-se de forma ainda mais parecida. Entre o engolir em seco e as barricadas vai um intervalo mais curto que uma digestão saudável.

E tudo porque o petróleo sobe a 120 dólares o barril. Subindo, incentiva a compra de biocombustíveis (sem precisar a Rainha Isabel de Inglaterra dizendo: "O povo não faz o pleno com gasóleo? Que encha com etanol!"). Logo, sobe o preço do milho e do açúcar.


Não se podendo comprar tanto milho, compra-se mais arroz. O preço do arroz dispara por causa do barril de petróleo, apesar de os seus sacos de bagos não servirem para mover bielas de um motor.Ciclo infernal. A economia é uma ciência. A ciência é uma coisa de laboratórios. Nos laboratórios há vasos comunicantes. Os vãos comunicantes explicam que nada se perde, tudo se transforma, o que esvazia daqui, enche dali.

Quando uma borboleta bate as asas numa refinaria do Iémen, há uma tempestade nos arrozais da Índia. E tudo à volta do essencial, o pão.D'Os Miseráveis, de Hugo, a Um Dia na Vida de Ivan Denissovitch, de Soljenitsin, tudo anda à volta de um pão. Quando John Ford quer contar um sonho, um símbolo de fartura, a Califórnia, pára numa cena de As Vinhas da Ira.


Durante a Grande Depressão, a família de Tom Joad percorre a estrada 66 numa fuga bíblica. Numa estação de serviço (olhem, já lá está o petróleo...), os Joad não podem comprar sanduíches e imploram para levar pão seco (olha, o pão...). O sonho simbólico não vale nada comparado com aquela premência (e preeminência também) enfarinhada.Que não se brinque com ele, o pão. Habituados que estamos que os conflitos venham de fundamentalistas saciados (com reivindicações de Club Méditerranée, com paraísos e virgens), era bom que descêssemos à terra. O pão é o biocombustível das revoltas a sério. Esse, sim, é um problema que não tem outra solução senão resolvê-lo."


terça-feira, 24 de março de 2009

Cozinha Saudável


Apresentamos 12 sugestões que permitem confeccionar alimentos de forma mais saudável.


-Dar preferência ao Azeite para cozinhar e temperar.Quantidade moderada.


- Cozinhar carne e peixe sem adicionar gordura (cozido, estufado, assado, grelhado) e retirar as peles e gorduras visíveis das carnes


-Os fritos e assados devem ser modos de confecção esporádicos


-Não reaproveitar os óleos de fritura que tenham pão ralado queimado ou outros resíduos. Um óleo só pode ser reutilizado se limpo e no máximo duas vezes


-Cozinhar os legumes ao vapor ou utilizar a panela de pressão, porque permitem conservar maior quantidade de vitaminas e minerais


-Cozer os alimentos com pouca água para melhor preservar o seu valor nutricional


-Aproveitar sempre que possível a água de cozedura dos legumes em sopas, molhos ou purés


-Refogar sem fritar a cebola. Sempre que esta se queime deve ser eliminada.


-Rejeitar sempre as partes queimadas dos alimentos


-Reduzir deliberadamente o sal substituindo-o por ervas aromáticas, especiarias, alho ou sumo de limão


-Preferir o sal marinho artesanal porque nutricionalmente mais rico e equilibrado


-Evitar enlatados, caldos concentrados e outros produtos com excesso de sal, gordura e aditivos


quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Homens: Sexo forte no controlo do apetite


Um estudo sobre o comportamento alimentar baseado em imagens cerebrais, dirigido por Gene-Jack Wang, director do departamento médico do Brookhaven National Laboratory, Upton em Nova York, mostra que, de um modo geral, os homens esfomeados controlam melhor o seu desejo por alimentos do que as mulheres nas mesmas circunstâncias.

Segundo Wang, "as mulheres têm uma reacção mais forte à comida e, mesmo quando tentam resistir-lhe, o sinal na zona do cérebro que controla a fome, aumenta."


A descoberta pode ajudar a explicar porquê que as mulheres têm um comportamento mais emocional em relação à comida e também porque têm mais dificuldade do que os homens em perder peso quando fazem dieta.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Baixar o colesterol

Em primeiro lugar, convém esclarecer, então que raio é esse tal de Colesterol...

O colesterol é um composto vital que é sintetizado maioritariamente pelo fígado e que entra na produção de algumas hormonas, ácidos biliares, vitamina D, além de ser um componente integral das membranas celulares.
O colesterol é indispensável ao funcionamento do nosso organismo, sendo o seu nível no sangue regulado com grande rigor. O fígado e até o intestino chegam a produzi-lo quando a alimentação não o fornece em quantidade suficiente.

É insolúvel na água e, por isso, insolúvel no sangue, de modo que, para ser transportado, o organismo tem de o “empacotar” dentro de partículas esféricas proteicas chamadas lipoproteínas. De acordo com a sua densidade, as lipoproteínas podem ser de muito baixa densidade - Very Low Density Lipoproteins (VLDL) -, de baixa densidade - Low Density Lipoproteins (LDL) - e de alta densidade – Hight Density Lipoproteins (HDL) -, que são as mais pequenas, as mais pesadas e as menos gordas.

Em média, cerca de dois terços do colesterol do sangue surge na forma de LDL.
Os riscos de arterosclerose, de doença coronária e de enfarte do miocárdio aumentam com a elevação dos respectivo nível, uma vez que esse colesterol se deposita no interior das artérias formando placas. Quando tal acontece, o HDL capta o LDL e tranporta-o até ao fígado, onde é convertido em sais biliares que são eliminados através do trato intestinal. Daí a importância da existência de bons níveis de HDL, o chamado “bom colesterol".

Baixar o colesterol
Em algumas pessoas, os níveis elevados do LDL são o reflexo directo da quantidade de gordura ingerida na alimentação, pelo que uma boa dieta é decisiva para uma boa saúde cardiovascular. Noutras pessoas, esses níveis elevados são resultado da grande quantidade do colesterol produzida pelo fígado, pelo que é necessário nesse caso recorrer a medicação apropriada. Como somos todos diferentes e não existe um meio simples de verificar como cada um reage à gordura e ao colesterol alimentares, a opção mais segura e benéfica para todos consiste em limitar o consumo de alimentos gordos. Em particular, devem ser evitados alimentos com gordura saturada, como carnes vermelhas, margarina e manteiga, e alimentos com gordura hidrogenada, como as margarinas vegetais, bolachas, bolos, etc., porque estimulam a produção de LDL no organismo.

Alimentos anti-colesterol
Fazem parte do grupo de alimentos anti-colesterol todos os que possuem quantidade consideráveis de vitamina C (quivi, citrinos, morangos, salsa, etc.), beta-caroteno (todas as frutas e legumes de polpa cor-de-laranja), vitamina E (frutos secos, nozes, sementes, grãos e gérmen trigo, azeite, etc.), coenzima Q10 (sardinha, cavala, etc.) e alimentos com alto teor de ácidos gordos monoinsaturados(azeite, banha de porco, amêndoas, abacate, etc.).

A beringela é o fruto da planta Solanum melongena, originária da Índia, pertence à mesma família do pimento, da batata e do tomate.
Estudos recentes realizados no Instituto de Biociências da UNESP de Botucatu - São Paulo, revelou que a beringela pode reduzir até 30% as taxas do colesterol. É um fruto rico em vitamina A, vitaminas do complexo B (B1,B2 e B5), vitamina C e é também particularmente bom fornecedor de alguns minerais como cálcio, potássio, fósforo, ferro e magnésio. Possui alcalóides, que actuam diminuindo a pressão arterial, o que faz dela um óptimo alimento a utilizar regularmente na alimentação para prevenção cardiovascular.
Pensa-se que são estes alcalóides, os princípios activos responsáveis pela redução do colesterol sanguíneo, o que, a ser verdade, reforça ainda mais a sua acção protectora cardíaca e vascular.

São várias as formas como se podem confeccionar, desde assadas no forno juntamente com outros legumes (abobrinhas, tomate, cenoura, brócolos...), estufadas do mesmo modo, até simplesmente grelhadas, depois de partidas com casca em fatias longitudinais ou oblíquas, e temperadas apenas com azeite, muito pouco sal (senão lá se vai a protecção cardiovascular) e alho.

Não só a nível de alimentação, como a nível do estilo de vida, esse também tem de ser alterado.
Exercite-se, pratique exercício físico regularmente, e com uma boa alimentação, vai ver que não precisar de medicação para ver o seu colesterol baixar.

De que espera? Inscreva-se já no Ginásio Curves.
Óptimas promoções para si....

http://comerbemateaos100.blogspot.com/2007_12_01_archive.html

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Chocolate


Diversos estudos têm demonstrado os benefícios cardioprotectores do chocolate negro, mas há pouca noção de quanto chocolate se pode comer para se usufruir dessa protecção cardiovascular.


Na última edição da revista The Journal of Nutrition vem publicado mais um trabalho, realizado em Itália, que confirma a acção antiinflamatória que é atribuída aos flavonóides presentes no chocolate negro. De acordo com os investigadores, a quantidade ideal de chocolate negro para prevenir a inflamação associada à doença cardiovascular é de cerca de 7 gramas, que correspondem a um quadrado por dia (ou 20 gramas de três em três dias).


Os investigadores avaliaram a associação entre o consumo de chocolate negro e os níveis plasmáticos de proteína C reactiva (PCR), um marcador inflamatório, e verificaram que os níveis de PCR eram significativamente mais baixos nos indivíduos que consumiam cerca de 20 gramas de chocolate negro a cada três dias, quando comparados com os que não comiam nenhum ou com os que comiam uma quantidade maior.


Não é demais lembrar que o chocolate negro, como qualquer chocolate, é rico em gordura, açúcar e calorias, ou seja, engorda! Se não consegue ficar só por um quadradinho, o melhor é optar por outros alimentos com flavonóides como as uvas pretas e o chá verde.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A moda dos alimentos enriquecidos

A rápida evolução que as ciências da alimentação e nutrição têm vindo a sofrer nas últimas décadas veio modificar os hábitos de comer, que passaram a estar estreitamente ligados à prevenção e cura de doenças.
Os investigadores identificaram vários compostos bioactivos (nomedamente, compostos de origem vegetal, designados por fitoquímicos) com efeitos na saúde, que têm sido aproveitados pela indústria alimentar para aumentar a venda dos seus produtos. Por outro lado, cada vez mais gente se preocupa com o que ingere de modo a prevenir enfartes, tromboses e cancros, entre outras terríveis patologias, acrescentando assim anos à sua vida.

Com o objectivo da nutriprevenção e nutriterapêutica, há hoje leite enriquecido com ómega-3, cálcio, vitamina D, isoflavonas de soja, margarinas com fitosteróis, água com fibras, iogurtes para baixar o colesterol, ovos com ómega-3 que são adicionados na ração dos aviários, etc.
Enfim é tal o número de produtos que proliferam nas prateleiras dos supermercados que temos de perder algum tempo à procura de um litro de leite de vaca que pastou na Natureza, uma dúzia de ovos postos por galinhas “normais” ou um um pacote das velhas bolachas “Maria”.

A questão é: haverá realmente alguma vantagem em consumir alimentos enriquecidos?
De facto, nenhum destes produtos consegue substituir os alimentos próprios da época, frescos ou bem conservados, e variados todos os dias.
Os alimentos tal como nos chegam da Natureza podem fornecer todos os nutrientes que necessitamos. O leite, por exemplo, sempre conteve cálcio em quantidade suficiente para satisfazer as nossas necessidades diárias. Só em situações muito especiais poderá haver vantagem num complemento deste mineral. Uma coisa é certa: se o cálcio for a mais, o organismo terá de o excretar, caso contrário, a sua lenta deposição por todo corpo, faria com que virássemos estátuas. Felizmente os rins trabalham para eliminar o cálcio excedentário, mas existe, nesse caso, a possibilidade de formação de cálculos.

Para baixar o colesterol, enriquecem-se os alimentos com fitosteróis, moléculas de origem vegetal que têm de facto uma acção benéfica, embora muito pequena, na redução de uma baixíssima percentagem de colesterol. Não se sabe, no entanto, qual a sua acção e comportamento ao adicioná-los aos iogurtes e à margarina.

A quantidade de ácidos gordos ómega-3 adicionada ao leite ou às bolachas, para prevenção cardiovascular, fica muito aquém do que é necessário e falta provar se têm o mesmo efeito dos que são ingeridos quando se come peixe gordo (sardinha, salmão, atum, cavala, etc.), o “ambiente” natural dos ácidos gordos ómega-3.

Os produtos enriquecidos podem ser uma alternativa pontual, desde que haja uma orientação da dieta alimentar por um profissional, mas é sempre melhor fixar as nossas escolhas nos alimentos frescos, simples e variados.
A absorção dos nutrientes deve ser feita através dos alimentos onde existem naturalmente, devendo ser máximo o cuidado com os excessos.
É útil fazer nutriprevenção e nutriterapêutica, mas de uma forma orientada e com base em alimentos da época. Acima de tudo, não devemos permitir que a propaganda da indústria alimentar nos faça optar por alimentos enriquecidos de vantagens discutíveis mas com preço indiscutivelmente mais elevado.

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terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Alimentação na 3ª Idade


Actualmente, dado o avanço do conhecimento científico e tecnológico, acredita-se que a potencial esperança de vida do ser humano se situa entre os 110 e os 120 anos. No entanto, muito poucas pessoas vivem até essa idade...


Envelhecer é um processo que começa no momento do nascimento e termina com a morte. Durante o período de crescimento, os processos de construção dos tecidos sobrepõem-se às alterações degenerativas. Quando o corpo atinge a maturidade fisiológica, a mudança degenerativa vai-se tornando superior à taxa de regeneração celular, do que resultam perdas celulares diminuindo a função orgânica e a quebra do consumo energético.

Durante o processo podem ocorrer perdas sensoriais, como diminuição da sensibilidade do paladar e do olfacto, perda de apetite, dificuldade em mastigar, azia, obstipação, intolerância à lactose, isolamento social, incapacidade física, o que faz com que este grupo etário seja vulnerável a situações de desnutrição.


A maior parte dos idosos conserva os hábitos alimentares que praticou durante toda a vida, mas serão necessárias algumas modificações de acordo com as novas necessidades que advêm do lento processo de envelhecimento. É certo que a vida se mantém com menos calorias, mas continua a exigir nutrientes reguladores (vitaminas, minerais, fibras, antioxidantes, ácidos gordos e aminoácidos essenciais) que devem sempre ser fornecidos pelos alimentos.

Uma dieta baixa em gorduras, sal e açúcar, reduzida de proteínas animais (100 g de peixe ou carne por dia, não mais), constituída principalmente por alimentos frescos e variados com quantidades significativas de vegetais crus e fruta, fortalece o sistema imunitário, torna mais lento o processo de envelhecer e mantém a pessoa mentalmente activa.

A ingestão de alimentos deve ser repartida ao longo do dia, de forma a evitar refeições demasiado próximas ou demasiado afastadas. São desejáveis intervalos com cerca de 3 horas e meia a 4 horas entre as refeições, no máximo, devendo ser pouco volumosas e muito fáceis de digerir.

O jejum nocturno não pode exceder 10 horas porque a frequência crescente de idosos que morrem durante a noite é consequência do mau hábito de quase não jantarem e de nada comerem quando vão para a cama. Surge então a hipoglicémia (baixa de glicose no sangue) que, associada à deficiente irrigação cerebral ou cardíaca, pode ser fatal. A solução está em fazer uma refeição ligeira, por exemplo chá e bolachas, antes de deitar.


As pessoas idosas geralmente sentem menos sede, mas devem beber diariamente água, chá, sumos ou outras bebidas não alcoólicas, para prevenir a desidratação. A sopa, duas vezes por dia, dá um óptimo contributo para este objectivo.


Em conclusão, os idosos têm de redobrar os cuidados com a sua alimentação e não podem descuidar a actividade física moderada (marcha), que deve ser praticada tanto quanto possível, porque melhora a circulação, ajuda a controlar a tensão arterial, aumenta o apetite e melhora o humor.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Alimentação mediterrânica

O interesse pela alimentação mediterrânica nasce nos anos 50 quando Ancel Keys, investigador americano, verifica que os povos dos países banhados pelo mar Mediterrâneo tinham baixa incidência de doenças cardiovasculares. Em 1959 publica uma primeira versão do livro "How to eat well and stay well, the mediterranean way" (Como comer bem e manter-se são à maneira mediterrânica), onde divulga uma forma aprazível e saudável de comer afinada ao longo de milénios de aperfeiçoamento empírico.
A alimentação mediterrânica, como padrão, refere-se à maneira que Keys encontrou nos anos 50 e 60, e que, ainda hoje é seguida por algumas comunidades da bacia oriental do Mediterrâneo do Sul da Itália, França, Grécia, Catalunha e Portugal.
Os traços comuns que caracterizam as variedades da alimentação mediterrânica podem resumir-se da seguinte forma:

-dia alimentar constituído por 4 a 5 refeições, ajustadas ao esforço físico a desempenhar;

-elevado consumo de pão, alimentos cerealíferos e leguminosas secas;

-produtos hortícolas e frutos em natureza sempre diferentes conforme a época;

-consumo moderado de carne, peixe e ovos;

-vinho traçado com água para acompanhar a refeição;

-consumo elevado de chá e infusões de ervas;

-um bom pequeno-almoço para começar o dia;

-o almoço 'maior' do que o jantar;

-refeições tranquilizantes e apaziguadoras;

-culinária simples e de pouco tempo de lume;

-azeite para temperar e, para cozinhar;

-consumo modesto de lacticínios, mais frequente sob a forma de queijo e iogurte;

-durante todo o ano consumo de alhos, cebolas, frutos secos, azeitonas e sementes;

-os dias de festa bem diferentes dos dias comuns, com muita variedade e fartura.

Este modelo alimentar nutricionalmente rico,completo e equilibrado contribuiu, desde há milénios, para propiciar uma velhice sadia.É importante não trocar estes conceitos válidos praticados desde sempre entre nós, por novos padrões e estilos de vida importados de países com nenhuma tradição de alimentação saudável.

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terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A alimentação pode mudar a sua vida!


Numa sociedade onde os problemas de saúde relacionados com a alimentação aumentam de dia para dia é sempre salutar incidir em temas tão importantes como este.
Alguns exemplos da repercussão de uma alimentação inadequada está a olhos vistos com o aumento de casos como a Obesidade, a Diabetes, a Arteriosclerose, o Colesterol, a Hipertensão e muitas mais que podem ser evitadas com consciência através de mudanças simples na nossa alimentação e, deste modo, promover a Saúde.
É através de uma Alimentação Saudável praticada não como uma imposição social mas como uma higiene de vida diária que poderemos impedir que estas e outras doenças se instalem no nosso organismo. Para isso não terá que passar fome, privações, despender de muito dinheiro nem mesmo fazer uma alimentação monótona.

Deste modo estará a contribuir no sentido de melhorar a sua qualidade de vida Presente e Futura….


A alimentação pode ser um meio de mudar a sua vida. Ela pode ser também um dos riscos que ameaçam a sua saúde ou um caminho para adquirir um vida mais simples e mais natural.
Comer demais, é um dos graves erros da nossa sociedade de consumo. Tudo o que introduzimos no organismo, é aproveitado vai acumular-se em camadas sucessivas de peso.
Excesso de peso hoje é doença.

É inestético! É incomodativo para si e para os que o rodeiam.


Como podemos praticar uma alimentação saudável?
Para começar a mudar retire, substitua e introduza alguns alimentos no seu regime diário.

Elimine: o pão branco, o açúcar branco, as bebidas alcoólicas, a charcutaria, os guisados, os fritos, as gorduras.

Evite: abusar da carne, abusar do peixe, abusar dos farináceos especialmente refinados e industrializados, abusar dos medicamentos.

Introduza na sua alimentação: soja, verduras e legumes, cereais integrais, ervas aromáticas para temperos, mel, levedura de cerveja, óleos de peixe, etc.


Conciliando diariamente alimentos essenciais ao organismo, conselhos gerais de alimentação, exercício físico e ingestão de água.

A tradução de uma alimentação Completa, Equilibrada e Variada é-nos dada através da Roda dos Alimentos:

Cereais e derivados, tubérculos: 4 a 11 porções por dia

Hortícolas: 3 a 5 porções por dia

Fruta: 3 a 5 porções por dia

Lacticínios: 2 a 3 porções por dia

Carnes, pescado e ovos: 1,5 a 4,5 porções por dia

Leguminosas: 1 a 2 porções por dia

Gorduras e óleos: 1 a 3 porções por dia

O número de porções recomendadas depende das necessidades energéticas de cada indivíduo. As crianças de 1 a 3 anos devem-se guiar pelos limites inferiores, homens activos, e rapazes na fase da adolescência pelos limites superiores e a restante população pelos limites intermédios.

Conselhos Gerais de Alimentação:

Faça uma alimentação diversificada (roda dos alimentos) para fornecer ao organismo todos os nutrientes;
Tome sempre um bom pequeno - almoço
Não fique mais de três horas sem comer (oito horas durante a noite).
Utilize moderadamente: sal e gordura;
Não coma alimentos açucarados, a não ser em “dias festivos” (não festeje todos os dias);
Evite os fritos.
Dê preferência a alimentos integrais;
Aumente o consumo de água– no mínimo 1,5L por dia
Evite a ingestão de bebidas alcoólicas;
Pratique Exercício Físico frequente;



INVISTA NA SUA ALIMENTAÇÃO HOJE
PARA IRRADIAR SAÚDE AMANHÃ